segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DA MASSAGEM NA INTERAÇÃO MÃE-BEBÊ



Durante a gestação o útero envolve o corpo do bebê, tocando-o, massageando-o, oferecendo limite corporal e proteção. Quando o bebê nasce precisa da mesma forma sentir-se acolhido, tocado, olhado e acariciado. Precisa experienciar o limite agora do corpo da mãe, o contato pele à pele, o olho no olho. Necessita ser carregado junto ao corpo da mãe, amamentado e dormir sentindo pele-a-pele. Todas estas atitudes, de um contato corporal adequado, podem passar despercebidas no dia-a-dia atarefado e podem trazer diversas consequências no desenvolvimento psíquico e emocional da criança.
A massagem no bebê pode ser transformada num momento de puro amor e êxtase entre a díade mãe-bebê. Através da conversa, do toque e do olhar amoroso o vínculo afetivo é fortalecido e o amor flui entre os dois corações. Este momento pode ser acompanhado de música suave, utilizar um óleo natural orgânico, evitando óleos minerais, a luz ambiente pode ser amena e ser preparado um gostoso banho de ofurô após a massagem. Há diversas alternativas para fazer deste momento um momento especial. Este vínculo afetivo trará imensos benefícios para o bebê, como o sentimento de segurança, pertencimento, harmonia, amor e aceitação de sua “raiz”, que é a mãe.

Uma massagem que pode ser realizada é a Shantala, bastante difundida no ocidente e trazida da Índia através do médico francês, Fredérick Leboyer. Proporciona encantamento, interação e aprofunda a conexão amorosa entre mãe-bebê. Outra massagem realizada em bebês e crianças, não tão difundida, mas igualmente especial, é o “Toque Borboleta”. Foi introduzida no Brasil por Eva Reich, filha de Wilhelm Reich em 1980 e proporciona integração entre mãe-bebê sendo uma ação preventiva para o crescimento de uma criança saudável e feliz. Além disso, a massagem intuitiva entre mãe-bebê também é de imenso valor, através do toque carinhoso, do olho no olho, da comunicação afetuosa que envolve o bebê. De acordo com Fredérick Leboyer “ser levados, embalados, acariciados, pegos, massageados, constitui para os bebês alimentos tão indispensáveis, senão mais, do que vitaminas, sais minerais e proteínas. Se for privada disso tudo e do cheiro, do calor e da voz que ela conhece bem, mesmo cheia de leite, a criança vai-se deixar morrer de fome”.
 Vivemos numa sociedade onde grande parte das mulheres delega o cuidado de seus bebês à creches ou mesmo familiares mantendo-se no mercado de trabalho e submetendo-se à dupla, tripla jornada sobrando pouco tempo para o essencial, ou seja, o fortalecimento do vínculo tão sagrado com seu bebê. A qualidade desta interação pode determinar quem será este adulto e como ele agirá no mundo. Com revolta? Com amor? Com agressividade? Com respeito ao ser humano?  Como o bebê experienciou o amor com sua mãe?  Com abandono emocional e indiferença? Com afeto e aceitação? Esta relação refletirá profundamente em toda a sociedade e devemos repensar nossas prioridades como tal. Por isso, a massagem nos bebês não é apenas uma experiência rotineira, mas sim, uma interação profunda entre corpo, emoção e alma.

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