terça-feira, 20 de dezembro de 2016

PREPARAÇÃO PARA VINDA DE UM NOVO BEBÊ


A notícia da chegada de um novo ser geralmente provoca um misto de emoções em toda a família, mas principalmente na mulher onde as transformações são imensas.
Após o período de adaptação logo começam a organizar o quarto, o cantinho do bebê, a preparação das roupinhas e sapatinhos para que fique “tudo pronto”. Claro, que precisamos estar preparadas com todo enxoval para receber nossos pequenos, mas gosto de lembrar que temos muitas questões importantes para também nos concentrarmos e às vezes parece que paramos por aqui: montar o enxoval, frequentar as consultas e fazer o chá de bebê para arrecadar fraldas. Não é uma crítica e sim uma reflexão. 
O nascimento de um filho/a é lindo, um verdadeiro milagre acompanhar esse ser desde o nosso ventre até seus passos adultos. Mas, às vezes, é demasiadamente romantizado na sociedade e acabamos não fazendo alguns planejamentos importantes. Podemos dizer que é lindo ver toda essa transformação, mas não é fácil independente de todo apoio que a mulher tenha. Vai exigir muita entrega, respiração, deixar de ser nós por um tempo para estarmos literalmente fundidas com esse novo ser e bem aos poucos voltar a ser nós mesmas. E nunca mais daquela forma anterior porque sempre terá uma extensão nossa vivendo no mundo. Precisamos estudar, ter consciência das nossas atitudes porque nosso filho será o reflexo das pessoas com quem mais convive. Ele nos mostrará como um espelho o que temos de positivo e nossos maiores pontos que precisam ser trabalhados. A “nova mãe” e o “novo pai” devem se preparar e ter consciência dessa sua nova etapa de vida, desse novo caminhar sempre acompanhados.
Também é importante planejar assuntos práticos com a casa: quem cuidará da casa que a mãe possa cuidar do seu bebê? quem fará a comida? ou quem poderá deixar algumas comidas prontas congeladas? como ficará o trabalho? e a licença-maternidade? ou quem arcará com a parte financeira? quem vai pagar as contas? São questões que muitas vezes deixamos para ver depois, mas que é muito importante nos preparamos. O importante é deixar o ambiente mais propício e preparado possível para que a mãe possa cuidar do seu bebê e outras pessoas façam as tarefas paralelas para ela. Uma mulher não precisa de ajuda para cuidar do bebê e sim quem cuide do entorno para que ela possa estar inteira para seu bebê.
Quando uma mulher engravida, ela realmente precisa de uma tribo. Mulheres mais experientes ou que estejam passando pela mesma fase. Esse apoio emocional e físico que sempre existiu hoje está caracterizado na função da Doula. As mulheres com as Doulas, ou não, estão se juntando e formando grupos que se apoiam, que compartilham informações, evidências científicas e experiências. As mulheres querem tomar posse novamente das suas escolhas no momento de parir. E isso é maravilhoso.
O que precisamos equilibrar aqui, na minha visão, é o excesso de expectativa para o parto e criação do filho. Por mais expectativa que se tenha somente no momento saberemos como será a chegada do nosso bebê. E como será a criação do nosso filho/a. Então, o que sugiro é sempre nos informarmos, lermos, assistirmos vídeos, fazermos o Plano de Parto, terapias, participar de cursos e grupos sem colocar excesso de expectativa para o momento do parto/nascimento e criação do seu filho/a. Planejar é importante, mas também é muito importante Confiar, Acreditar, Soltar, Respirar, Aceitar e Entregar. Esse equilíbrio vai sendo conquistado ao longo do caminho porque para cada mulher, para cada homem esse caminho será de uma forma diferente. Podemos escutar mil histórias de parto e de como criar os filhos, mas é no dia-a-dia que vamos, com muita sensibilidade, percebendo “a melhor” forma para nós e nossos filhos. O importante é que através de toda essa busca de informações e trocas, com certeza, teremos uma chance muito maior de que aconteça a melhor experiência para todos nos transformando em seres humanos melhores e  maior chance de deixarmos melhores filhos para o mundo!

domingo, 30 de outubro de 2016

INDICAÇÕES DA OMS (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE) NO ATENDIMENTO AO PARTO NORMAL

Via site: partodoprincipio.com.br





A) Condutas que são claramente úteis e que deveriam ser encorajadas:

1. Plano individual determinando onde e por quem o parto será realizado, feito em conjunto com a mulher durante a gestação, e comunicado a seu marido/ companheiro e, se aplicável, a sua família.

2. Avaliar os fatores de risco da gravidez durante o cuidado pré-natal, reavaliado a cada contacto com o sistema de saúde e no momento do primeiro contacto com o prestador de serviços durante o trabalho de parto e parto.

3. Monitorar o bem-estar físico e emocional da mulher ao longo do trabalho de parto e parto, assim como ao término do processo do nascimento.

4. Oferecer líquidos por via oral durante o trabalho de parto e parto.

5. Respeitar a escolha da mãe sobre o local do parto, após ter recebido informações.

6. Fornecimento de assistência obstétrica no nível mais periférico onde o parto for viável e seguro e onde a mulher se sentir segura e confiante.

7. Respeito ao direito da mulher à privacidade no local do parto.

8. Apoio empático pelos prestadores de serviço durante o trabalho de parto e parto.

9. Respeitar a escolha da mulher quanto ao acompanhante durante o trabalho de parto e parto.

10. Oferecer às mulheres todas as informações e explicações que desejarem.

11. Não utilizar métodos invasivos nem métodos farmacológicos para alívio da dor durante o trabalho de parto e parto e sim métodos como massagem e técnicas de relaxamento.

12. Fazer monitorização fetal com auscultação intermitente.

13. Usar materiais descartáveis ou realizar desinfecção apropriada de materiais reutilizáveis ao longo do trabalho de parto e parto.

14. Usar luvas no exame vaginal, durante o nascimento do bebê e na dequitação da placenta.

15. Liberdade de posição e movimento durante o trabalho do parto.

16. Estímulo a posições não supinas (deitadas) durante o trabalho de parto e parto.

17. Monitorar cuidadosamente o progresso do trabalho do parto, por exemplo, pelo uso do partograma da OMS.

18. Utilizar oxitocina profilática na terceira fase do trabalho de parto em mulheres com um risco de hemorragia pós-parto, ou que correm perigo em conseqüência de uma pequena perda de sangue.

19. Esterilizar adequadamente o corte do cordão.

20. Prevenir hipotermia do bebê.

21. Realizar precocemente contacto pele a pele, entre mãe e filho, dando apoio ao início da amamentação na primeira hora do pós-parto, conforme diretrizes da OMS sobre o aleitamento materno.

22. Examinar rotineiramente a placenta e as membranas.


B) Condutas claramente prejudiciais ou ineficazes e que deveriam ser eliminadas:

1. Uso rotineiro de enema.

2. Uso rotineiro de raspagem dos pelos púbicos.

3. Infusão intravenosa rotineira em trabalho de parto.

4. Inserção profilática rotineira de cânula intravenosa.

5. Uso rotineiro da posição supina durante o trabalho de parto.

6. Exame retal.

7. Uso de pelvimetria radiográfica.

8. Administração de ocitócicos a qualquer hora antes do parto de tal modo que o efeito delas não possa ser controlado.

9. Uso rotineiro da posição de litotomia com ou sem estribos durante o trabalho de parto e parto.

10. Esforços de puxo prolongados e dirigidos (manobra de Valsalva) durante o período expulsivo.

11. Massagens ou distensão do períneo durante o parto.

12. Uso de tabletes orais de ergometrina na dequitação para prevenir ou controlar hemorragias.

13. Uso rotineiro de ergometrina parenteral na dequitação.

14. Lavagem rotineira do útero depois do parto.

15. Revisão rotineira (exploração manual) do útero depois do parto.

C) Condutas utilizadas com insuficientes evidências que apóiem a sua clara recomendação e que devem ser utilizadas com precaução até a conclusão de novos estudos:

1. Método não farmacológico de alívio da dor durante o trabalho de parto, como ervas, imersão em água e estimulação nervosa.

2. Uso rotineiro de amniotomia precoce (romper a bolsa d’água) durante o início do trabalho de parto.

3. Pressão no fundo uterino durante o trabalho de parto e parto.

4. Manobras relacionadas à proteção ao períneo e ao manejo do pólo cefálico no momento do parto.

5. Manipulação ativa do feto no momento de nascimento.

6. Utilização de ocitocina rotineira, tração controlada do cordão ou combinação de ambas durante a dequitação.

7. Clampeamento precoce do cordão umbilical.

8. Estimulação do mamilo para aumentar contrações uterinas durante a dequitação.

D) Condutas freqüentemente utilizadas de forma inapropriada:

1. Restrição de comida e líquidos durante o trabalho de parto.

2. Controle da dor por agentes sistêmicos.

3. Controle da dor através de analgesia epidural.

4. Monitoramento eletrônico fetal.

5. Utilização de máscaras e aventais estéreis durante o atendimento ao parto.

6. Exames vaginais freqüentes e repetidos especialmente por mais de um prestador de serviços.

7. Correção da dinâmica com a utilização de ocitocina.

8. Transferência rotineira da parturiente para outra sala no início do segundo estágio do trabalho de parto.

9. Cateterização da bexiga.

10. Estímulo para o puxo quando se diagnostica dilatação cervical completa ou quase completa, antes que a própria mulher sinta o puxo involuntário.

11. Adesão rígida a uma duração estipulada do segundo estágio do trabalho de parto, como por exemplo, uma hora, se as condições maternas e do feto forem boas e se houver progresso do trabalho de parto.

12. Parto operatório (cesariana).

13. Uso liberal ou rotineiro de episiotomia.

14. Exploração manual do útero depois do parto.

Via site: partodoprincipio.com.br

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A IMPORTÂNCIA DA MASSAGEM NA INTERAÇÃO MÃE-BEBÊ



Durante a gestação o útero envolve o corpo do bebê, tocando-o, massageando-o, oferecendo limite corporal e proteção. Quando o bebê nasce precisa da mesma forma sentir-se acolhido, tocado, olhado e acariciado. Precisa experienciar o limite agora do corpo da mãe, o contato pele à pele, o olho no olho. Necessita ser carregado junto ao corpo da mãe, amamentado e dormir sentindo pele-a-pele. Todas estas atitudes, de um contato corporal adequado, podem passar despercebidas no dia-a-dia atarefado e podem trazer diversas consequências no desenvolvimento psíquico e emocional da criança.
A massagem no bebê pode ser transformada num momento de puro amor e êxtase entre a díade mãe-bebê. Através da conversa, do toque e do olhar amoroso o vínculo afetivo é fortalecido e o amor flui entre os dois corações. Este momento pode ser acompanhado de música suave, utilizar um óleo natural orgânico, evitando óleos minerais, a luz ambiente pode ser amena e ser preparado um gostoso banho de ofurô após a massagem. Há diversas alternativas para fazer deste momento um momento especial. Este vínculo afetivo trará imensos benefícios para o bebê, como o sentimento de segurança, pertencimento, harmonia, amor e aceitação de sua “raiz”, que é a mãe.

Uma massagem que pode ser realizada é a Shantala, bastante difundida no ocidente e trazida da Índia através do médico francês, Fredérick Leboyer. Proporciona encantamento, interação e aprofunda a conexão amorosa entre mãe-bebê. Outra massagem realizada em bebês e crianças, não tão difundida, mas igualmente especial, é o “Toque Borboleta”. Foi introduzida no Brasil por Eva Reich, filha de Wilhelm Reich em 1980 e proporciona integração entre mãe-bebê sendo uma ação preventiva para o crescimento de uma criança saudável e feliz. Além disso, a massagem intuitiva entre mãe-bebê também é de imenso valor, através do toque carinhoso, do olho no olho, da comunicação afetuosa que envolve o bebê. De acordo com Fredérick Leboyer “ser levados, embalados, acariciados, pegos, massageados, constitui para os bebês alimentos tão indispensáveis, senão mais, do que vitaminas, sais minerais e proteínas. Se for privada disso tudo e do cheiro, do calor e da voz que ela conhece bem, mesmo cheia de leite, a criança vai-se deixar morrer de fome”.
 Vivemos numa sociedade onde grande parte das mulheres delega o cuidado de seus bebês à creches ou mesmo familiares mantendo-se no mercado de trabalho e submetendo-se à dupla, tripla jornada sobrando pouco tempo para o essencial, ou seja, o fortalecimento do vínculo tão sagrado com seu bebê. A qualidade desta interação pode determinar quem será este adulto e como ele agirá no mundo. Com revolta? Com amor? Com agressividade? Com respeito ao ser humano?  Como o bebê experienciou o amor com sua mãe?  Com abandono emocional e indiferença? Com afeto e aceitação? Esta relação refletirá profundamente em toda a sociedade e devemos repensar nossas prioridades como tal. Por isso, a massagem nos bebês não é apenas uma experiência rotineira, mas sim, uma interação profunda entre corpo, emoção e alma.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

ALMOFADAS DE AMAMENTAÇÃO


Quais as vantagens de se utilizar a almofada de amamentação??



Apoio para deitar o bebê

**Pode-se amamentar por longos períodos de forma confortável para a mãe e para o bebê;
**Ajuda a manter a posição correta da mãe evitando tensão muscular nos ombros, braços e pescoço;
**Também evita problemas nas costas e coluna;
**O bebê fica devidamente apoiado e seguro;
**Pode ser utilizada durante a gestação para apoiar a barriga na hora de dormir:
**Pode ser utilizada no pós-parto para apoiar o bebê deitado e sentado.

** Permite que este momento de plenitude entre mãe e bebê seja ainda mais prazeroso para ambos**
**Um ítem extremamente importante e muito utilizado no cuidado com o bebê**


Apoio na hora de aprender a sentar

Proteção na frente!
Para a amamentação!

ENTRE EM CONTATO!!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

MISSÃO DA "NOVA" MATERNIDADE/PATERNIDADE


MATERNIDADE/PATERNIDADE NESTE NOVO SÉCULO
Nós,  mães e pais, temos a responsabilidade de trazer nossos bebês para esse planeta com muito amor, respeito, conhecimento e consciência para que, passo-a-passo, se construa um novo olhar sobre a maternidade/paternidade. 

A maternidade/paternidade é uma grande oportunidade de nos conhecermos melhor e a partir daí verificarmos o que trazemos também dos nossos pais e o que absorvemos pelas exigências da sociedade. Um constante processo de autoconhecimento, reavaliando as atitudes das gerações anteriores que não cabem mais na criação com afeto, conversa, conhecimento e consciência. Integrando muito conhecimento, se redescobrindo a cada dia através de nossos filhos, que são nossos espelhos, que nos mostram frente a frente o que emerge das profundezas de nossa alma, nossas luzes e sombras.
Esta "nova" maternidade/paternidade integra evidências científicas e respeita as características intrínsecas aos mamíferos . Considero como características intrínsecas  aos mamíferos a maternagem, proteção, amamentação, parto natural, contato pele a pele, dormir em grupo etc e que muitas culturas ainda preservam mas muitas esqueceram) e tudo isso com a espiritualidade (o caminho do “despertar” de cada um de nós).
Temos esta grande missão de nos curarmos para trazer crianças mais conscientes, nascidas através do amor, afeto, contato, proteção, sendo respeitadas, olhadas, carregadas...E “mal acostumadas” em receber amor, contato e afeto para que se construa uma humanidade com base no amor e respeito!

domingo, 5 de agosto de 2012

SABEMOS PARIR


Oração em forma de canção!
Canção em forma de oração!

SABEMOS PARIR

Sinta que o momento chega!
Sinta que seus ossos são fortes!
Sinta, estamos ajudando..
O divino está contigo!
Sinta, o bebê está na porta.
Viverá para te abraçar.
Sinta, estás em boas mãos e são parte da Terra
Você tem o que precisa.
Mãe de todos nós!


sábado, 28 de julho de 2012

OFURÔ PARA BEBÊS


Você já deve ter ouvido falar em ofurô para bebês ou banho de balde. Este banho é uma prática cada vez mais constante entre as mamães. O balde projetado especialmente para o banho dos bebês foi criado na Holanda em 1997. Os bebês ficam na posição fetal, submersos do pescoço para baixo. De acordo com especialistas este balde oferece um ambiente similar ao útero materno, é anatômico e diminui o desconforto no banho, além de relaxar o bebê.

 Geralmente os banhos tradicionais são acompanhados de choro. Os bebês ficam tensos com a imensidão da banheira que não oferece o limite que sentia no útero. O ofurô é uma forma de dar o banho proporcionando este limite corporal que o bebê necessita. É essencial que o bebê sinta este aconchego e segurança. Observa-se a serenidade e tranquilidade dos bebês durante este banho que pode vir acompanhado de luz suave, música relaxante e contato olho no olho da mamãe/papai. 

Recomenda-se ainda que após o banho relaxante o bebê seja colocado em contato pele a pele com a mãe, podendo estar dentro de um carregador de bebê (Sling) ou com uma manta aquecendo seu corpo. Este é um momento ideal também para palavras amorosas de acolhimento.
De acordo com os fabricantes é possível dar banho no balde de zero até de seis meses de idade, sempre na presença de um adulto. Quando ainda não seguram a cabeça, o adulto deve segurar o bebê adequadamente podendo usar uma fralda para sustentar corpo e cabeça. A água deve ser aquecida numa temperatura agradável para a pele do bebê, por volta dos 36º. A quantidade de água varia conforme o tamanho do bebê, mas deve se limitar a altura dos ombros. O balde especialmente fabricado possui plástico atóxico, bordas arredondadas, base anti-derrapante e um centro de gravidade que permite maior segurança e estabilidade. Diferenciando-o dos baldes comuns.
Momento de prazer, amor e relaxamento!  Ótimos banhos para seu bebê!!